10 janeiro, 2011

O Mercado


A luz fria que jorra de rasgões esgadanhados nas paredes curvialtas, difracta-se em estampidos de cores bravias nos escaparates vastos, fartos de aprazíveis e berrantes variedades.

Reverberam ondas de rumores surdos em turbilhão, entrecortados por estridentes pregões e intempestivas onomatopeias, qual superlativa e amplificada sinfócafonia!

Esse antro concavado, pálido e fecundo tabernáculo, pulsa e respira, parasitado por toda uma amálgama de vidas emprestadas.


























4 Comments:

Anonymous henedina said...

Gostei.

13 janeiro, 2011  
Blogger Filipa Júlio said...

brrrr. gélido.

17 janeiro, 2011  
Anonymous henedina said...

Hoje vim cá só para conversar.

18 janeiro, 2011  
Blogger Windtalker said...

Obrigado por esta tão espontânea quão breve conversa!
É deveras surpreendente ser seu interlocutor!...

19 janeiro, 2011  

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