09 junho, 2011

Quadro de Honra


Começo por saudar efusivamente, todas as portuguesas e todos os portugueses que, nas eleições do passado domingo, por não se reverem nas propostas e soluções apresentadas pelos partidos a sufrágio ou por discordância profunda com o estiolado modelo do nosso sistema político, votaram em branco, contribuindo desse modo para os notáveis 2,97% conseguidos a nível nacional, o melhor resultado de sempre.
Sobre este assunto, gostaria ainda de realçar os seguintes factos relevantes:


* Círculos eleitorais cuja média global de votos em branco ultrapassou os 3% : Coimbra, Faro, Leiria e Açores.

* Na categoria de maior empenho, o distrito de Coimbra destaca-se por várias razões:
  • Média distrital global de votos em branco : 3,6%
  • A votação média ultrapassou os 3% em 12 concelhos, num total de 17 em todo o distrito.
  • Em quatro concelhos, os votos em branco ultrapassaram os 4%, nomeadamente na Figueira da Foz (4,07%)
* Uma menção extraordinária e exclusiva para os concelhos em que a votação em branco ultrapassou os votos no BE e na CDU/PCP : Góis, Oliveira do Hospital, Pampilhosa da Serra, Penela, V. N. Poiares (Coimbra) ; Mortágua, Oliveira de Frades, S. Comba Dão, Tondela (Viseu) ; Lajes das Flores, Madalena, Povoação, S. Cruz das Flores, Vila do Porto (Açores).

* Uma medalha para Barrancos com os seus 4,36%.

* O pódio é conquistado integral e inapelávelmente pelos Açores:
  • Lajes das Flores (6,57%)
  • Vila do Porto (5,98%)
  • Madalena (5,46%)
  • Horta (5,10%)
  • S. Roque do Pico (4,56%)


E assim, singelamente, estes resultados inesperados constituem uma prova cabal de que não é tão extravagante como à primeira vista aparenta o alcançar de uma percentagem de votos brancos que, se por um lado, começam pela sua importância a congregar as atenções, por outro, nos dão força para continuar a batermo-nos pela sua concreta representação parlamentar, sob a forma de lugares vazios na Assembléia.

Podemos começar desde já, com uma ligeira brisa, a formar uma pequena onda. Depois virá a maré. Na rede anda uma petição que pode ser subscrita desde já:





Se entretanto, tudo fôr correndo normalmente, dispomos de toda uma legislatura para o conseguir.


1 Comments:

Blogger henedina said...

Acreditar é preciso.

11 junho, 2011  

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