11 março, 2007

Qu’es tória?

Valerá uma estøria contada uma es-tória escrita?

Beneficiará a versão declamada, com os gestos, os trejeitos, os toques, a interacção das reacções?... não se promoverá esta, como com generosa maquilhagem, com as luzes, com os cenários ou com os sons?... não distrairá ela os seus ouvintes com irresistíveis acessórios, contornando levianamente os seus pilares maestros?

...ou será preferivel a escrita, rasto de fogo que pictograva impiedosamente as convulsões, as pulsões, amiúde tão intrincadas, do seu mentor, seduzindo-nos com trilhos de símbolos abençoados, imaginários, plenos de anjos e demónios, sensuais e carnivoros?...


Respirada, ... acho que no fundo, de que gosto mesmo é de inspirar uma estória, como um instintivo fôlego vital.

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