08 dezembro, 2006

pelago ventus irascitur

Invernosas tormentas, mares de raiva pura, penhascos vertigonais projectados em fundo fosco, naquela costa recortada, fustigada pelas brutais e agitadas vagas, onde hérculeo farol se expõe sacrificialmente;
a verderva molhada que calco submissa enquanto caminho em exaltante reverência ao vento cortante, cavalgado pelos seres primordiais das nossas intimas e pagãs crenças;
a esmagadora presença das nuvens tonais onde se abrem timidos postigos, dos quais a tempos espirram, do azul, tão azul, lanças de sol projectadas no negro (azul) do profundo mar (espumante de impaciência revoltada...).
o antegozar da lareira em fim de tarde agreste e em fundo, a insuperável serenidade e beleza palpável da “Alina”, do Arvo Pärt.
© roy partington

1 Comments:

Anonymous Anónimo said...

le vent déchaîné contre la mer, sait-on jamais la raison de sa colère? la colère du vent sera peut être celle de Dieu, mais cela dit: pourquoi est tu en colère?

09 dezembro, 2006  

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