10 dezembro, 2006

Escarpas

...quando a tempestade amainou, já de manhã, o ar estava limpido e frio...a lareira apagara-se. O mar acalmara e os albatrozes vogavam serenos mas estrepitosos. O verde da erva era mais verde que nunca e o cinza do frio oceano, azulava. Ao longe, um veleiro restabelecia-se do desgastante embate nocturno com um vento implacável...tal como na cabana, os corpos agora. Deixava-se dócilmente deslizar como amante saciado...

Mais tarde, percorri as escarpas abruptas com a vertigem do desiquilibrio a excitar-me...

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